Desde o surgimento da pandemia da Covid-19, a manutenção da saúde mental tem sido fundamental para a prevenção de transtornos como ansiedade, depressão e suicídio.

No último dia 10 de setembro foi celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A data marca um compromisso global para chamar atenção para prevenção do suicídio.

No Brasil, todo o mês de setembro é voltado à essa temática. Segundo os últimos dados do ministério da Saúde, a cada 40 minutos, uma pessoa tira a própria vida. Só em 2019 foram mais de 13 mil mortes causadas por lesões autoprovocadas intencionalmente no país. O número é 2,9% superior em comparação a 2018. Na última década, esse índice cresceu 39,8% no Brasil.

O Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção ao suicídio, reforça a importância de um olhar mais atento sobre as causas e os cuidados às pessoas que sofrem de transtornos mentais que desembocam no suicídio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o campeão mundial em casos de transtorno de ansiedade e ocupa o segundo lugar em transtornos depressivos, que podem levar os indivíduos a tirarem a própria vida. O Brasil é o país que mais registra transtornos de ansiedade e o segundo no ranking mundial de transtornos depressivos.

De acordo com a psicóloga Roberta Silva, da Clínica Hipnose, parceira da AAFIT, o olhar atento ao outro é importante para prevenir o suicídio. “ É possível que com pequenos passos e boas ações, como ouvir, apoiar e orientar possamos salvar uma vida. É uma responsabilidade social, não adianta desviar o olhar, pois nunca se sabe até que ponto aquilo pode nos afetar ou chegar até nós. O suicídio não é uma fuga da vida, é uma fuga da dor”, afirmou a especialista.

As pessoas que enfrentam transtornos de saúde mental ou possuem histórico de tentativas de suicídio passam por fragilidade da auto-estima que resultam em falta de qualidade nos relacionamentos, podendo essas pessoas sofrerem abusos, violência, desqualificação, situações de fracasso e isolamento. Segundo a terapeuta, todos nós precisamos de uma rede de apoio e, principalmente, buscar ajuda especializada. “ Sente-se angustiado? Deprimido? E sem vontade de viver? Busque ajuda, não menospreze os sinais que sua mente lhe dá de que há algo doendo. Tristeza é sintoma, não é o problema. Problema ou trauma, é aquilo que está causando a tristeza. Não foque em querer apagar o sentimento sem validar e resolver o agente causador. Entender sua histórias e resolve-la dentro de você é a principal estratégia de prevenção ao suicídio”, reforçou Roberta Silva.

A Associação dos Auditores Tributários do DF (AAFIT) reforça a importância do bem estar físico e mental e tem convênio com clínicas de psicologia e profissionais especializados. São eles: New Clinica, Instituto Humano de Psicologia, Instituto Humanitá de Psicologia Aplicada, Clínica Donner, Bella Mente Nutrição e Psicologia e as psicólogas Luiza Monteiro, Júlia Vieira Soares, Cintia Melgaço, Marina de França e Márcia Rodrigues.

 

Assessoria de Comunicação da AAFIT