Associado Joaquim Ferreira de Brito celebra 99 anos na sede da AAFIT ao lado de familiares e amigos

O Auditor Fiscal aposentado Joaquim Ferreira de Brito escolheu a sede da AAFIT, no Lago Norte, no dia 08 de fevereiro, para comemorar seus 99 anos de vida, rodeado por familiares e amigos. Um dos primeiros associados da Entidade, Joaquim reafirmou a importância da AAFIT na defesa dos interesses da classe fiscal e na oferta de serviços essenciais aos seus membros.
“A AAFIT marcou o início da minha trajetória profissional e sempre foi um espaço de acolhimento e valorização para os Auditores Fiscais de Brasília. Aqui, além da defesa da nossa categoria, encontramos serviços fundamentais, como atendimento odontológico com valores acessíveis, atividades voltadas ao bem-estar e momentos de confraternização, fortalecendo o nosso vínculo com os colegas da Secretaria de Fazenda do DF. É um privilégio fazer parte dessa história”, destacou Joaquim.
O presidente da AAFIT, Rubens Roriz, parabenizou Joaquim pela data especial e ressaltou o compromisso da entidade com seus associados. “A AAFIT é, e sempre será, a casa do Auditor Fiscal do DF. Temos orgulho de ver colegas como Joaquim Britto celebrando momentos marcantes aqui, reafirmando o papel essencial da nossa associação na vida dos Auditores Fiscais e familiares. Nosso compromisso é seguir fortalecendo essa comunidade, oferecendo serviços de qualidade e mantendo viva a união entre os associados.”
A celebração reforça o papel da AAFIT não apenas como entidade representativa, mas como um espaço de integração, apoio e valorização dos Auditores Fiscais do DF.
Sobre Joaquim Ferreira de Brito
Joaquim Brito é natural de Pedro Afonso, Tocantins. Em 1959, mudou-se para Brasília, logo no início da nova capital do país, quando passou no concurso público como técnico de contabilidade no Governo do Distrito Federal.
Já no GDF, fez concurso interno para Auditor Fiscal, ocupando o 1º lugar como Fiscal de Renda da Secretaria da Fazenda do GDF. Aposentou-se aos 61 de idade.
Durante sua atividade profissional, na Sefaz/DF, foi agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito como melhor funcionário da Fazenda do GDF.
Exerceu a função de vice-presidente da AAFIT nas primeiras gestões de Antônio Barbosa.
Amante da cidade de Brasília, escreveu o poema Brasília, capital dos Ipês, em 22 de junho de 2017:
BRASÍLIA, CAPITAL DOS IPÊS
Antes de se tornar uma chácara repleta de fruteiras, Brasília já era um jardim.
Como precursora das estações floridas da cidade, a natureza nos presenteia, ainda na segunda metade do primeiro semestre de cada ano, com o florescer das paineiras. Suas delicadas flores lilases despontam no final de maio, contrastando com a aridez do período seco e adornando a metrópole. Já em junho, elas cedem espaço à exuberância dos ipês, que, iniciando com suas flores roxas, transformam a paisagem urbana e encantam até os mais desatentos transeuntes.
A temporada dos ipês — roxos, amarelos, rosas e brancos — estende-se de junho a setembro. Findo esse espetáculo, as flores dos flamboyants assumem o protagonismo, colorindo a cidade a partir de outubro e garantindo que a beleza natural de Brasília permaneça vibrante ao longo do ano.
O período seco castiga todo o Centro-Oeste, e Brasília, inserida nesse contexto, não fica imune a seus efeitos. No entanto, quando se trata das floradas, a natureza é generosa com esta linda cidade.
E, por falar em natureza, transcrevo a seguir um belo trecho do saudoso José de Alencar. Aliás, todos os Ferreiras o conhecem, mas, por sua beleza, nunca é demais recordá-lo:
*A PRECE
A tarde ia morrendo.
O sol declinava no horizonte e deitava-se sobre as grandes florestas, que iluminava com os seus últimos raios.
A luz frouxa e suave do ocaso, deslizando pela verde alcatifa, enrolava-se como ondas de ouro e de púrpura sobre a folhagem das árvores.
Os espinheiros silvestres desatavam as flores alvas e delicadas; e o ouricuri abria as suas palmas mais novas, para receber no seu cálice o orvalho da noite. Os animais retardados procuravam a pousada; enquanto a juriti, chamando a companheira, soltava os arrulhos doces e saudosos com que se despede do dia.
Um concerto de notas graves saudava o pôr-do-sol, e confundia-se com o rumor da cascata, que parecia quebrar a aspereza de sua queda, e ceder à doce influência da tarde.
Era a Ave-Maria.
Como é solene e grave no meio das nossas matas a hora misteriosa do crepúsculo, em que a natureza se ajoelha aos pés do Criador para murmurar a prece da noite!…
Joaquim Ferreira de Brito





